Brasil quer que ONU evite censura a países que violam direitos humanos

Estadão noticia -matéria disponível  aqui– que o governo brasileiro quer mudar a maneira como ONU trata as violações de direitos humanos no mundo. O jornal afirma que, em uma carta enviada a todos os Estados-membros da organização, o Itamaraty propôs “que se evite censurar publicamente regimes autoritários”. “A denúncia pública é considerada a principal forma de pressiona um país acusado de atentar contra os direitos humanos a mudar sua conduta”, diz a reportagem, que informa que o Brasil defenderá o diálogo com regimes violadores na revisão do funcionamento do Conselho de Direitos Humanos, que começa no fim do mês e termina em 2011. O argumento é que as reuniões de emergência da ONU detonariam crises internas.

O Estadão informa que teve acesso à carta que contém as mudanças propostas pela diplomacia brasileira e prevê que o documento deve provocar “controvérsia”. Uma ‘fonte’ do governo brasileiro disse ao jornal que “não se trata de aliviar as resoluções, mas de aperfeiçoar o caminho até que se chegue a elas, tornando-as mais efetivas”. Para o Itamaraty, as críticas feitas até agora são pontuais e isoladas, o que não impede que a proposta brasileira seja colocada efetivamente em prática. O jornal ouve a ex-relatora da ONU para investigar abusos em Cuba, Christine Channet, que se recusou a comentar o modelo proposto pelo Brasil, mas afirmou que os métodos utilizados atualmente pela ONU não possibilitam avanços.

Enviado por Paulo Abrão (CA/MJ)

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