Polémica propuesta de indulto en Chile

La Iglesia Católica chilena presentó ayer al gobierno del presidente Sebastián Piñera una controvertida propuesta de indulto a militares sentenciados por violaciones de los derechos humanos durante la dictadura de Augusto Pinochet (1973-1990), pero que tuvieron un grado de responsabilidad menor y que han mostrado gestos de arrepentimiento. La iniciativa despertó un inmediato rechazo en los organismos de derechos humanos, la oposición de centroizquierda y de la Corte Suprema. El gobierno afirmó de inmediato que se tomará un tiempo para “reflexionar” sobre la propuesta y luego dará a conocer su decisión. La solicitud se presentó durante un encuentro entre Piñera; el arzobispo de Santiago, Francisco Javier Errázuriz, y el presidente de la Conferencia Episcopal, Alejandro Goic, en el palacio de La Moneda. Leia a matéria publicada por La Nación, em 22/7: Pedido de clemencia para los represores.

Enviada por Zeca (PUC/RS)

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Um comentário sobre “Polémica propuesta de indulto en Chile

  1. Piñera anuncia que crimes cometidos durante a ditadura não serão anistiados
    Publicada em 25/07/2010 às 23h28m
    O Globo

    SANTIAGO – O presidente do Chile, Sebastian Piñera, anunciou ontem que os crimes cometidos durante a ditadura não serão anistiados, negando um pedido feito semana passada pela Igreja Católica chilena. O controvertido pedido da Igreja provocou protestos de grupos de direitos humanos. Com a decisão, o governo chileno espera diminuir a tensão com a oposição de centro-esquerda e os grupos de defesa dos direitos humanos.
    A Igreja chilena queria que Piñera libertasse ou reduzisse as sentenças de militares condenados por violações dos direitos humanos e outros crimes durante a ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). A Igreja disse que o pedido de clemência era um gesto humanitário, para marcar as celebrações pelos 200 anos da independência chilena.
    O gesto enfureceu defensores dos direitos humanos e vítimas da ditadura. Além de reacender memórias da ditadura de Pinochet, um assunto que até hoje divide a sociedade chilena. Temia-se que o conservador Piñera cedesse à Igreja. Mas ontem ele disse que atender à Igreja não era possível.
    – Precisamos promover a cultura do respeito irrestrito aos direitos humanos – afirmou o presidente chileno.
    Piñera, cujo irmão foi ministro de Pinochet, disse, porém, que poderá oferecer o perdão para condenados que são muito velhos ou doentes e cujos crimes “não tenham ferido a alma do país”.
    Representantes de grupos de direitos humanos reagiram com cautela. Disseram que a decisão do presidente era positiva. Porém, declararam que permanecerão alertas em relação à concessão de perdão de sentenças dos condenados pelo assassinato e morte de dissidentes e que hoje cumprem pena de prisão.
    – Esperamos que a proposta do presidente Piñera seja cumprida. Queremos nos encontrar com ele para ter certeza disso e entender exatamente o que ele pretende fazer – afirmou Lorena Pizarro, diretora de um grupo de parentes de desaparecidos durante a ditadura.
    De acordo com as contas do governo da ex-presidente Michelle Bachelet, 3.195 pessoas desapareceram ou foram mortas durante a ditadura de Pinochet. Cerca de 28 mil, incluindo Bachelet, foram presas e torturadas. Pinochet morreu em 2006, sem jamais ter sido condenado pelos crimes cometidos por seu regime.

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