Operação Condor – leia a sentença que isenta Luiz Cláudio Cunha

Casos de violência e abusos cometidos na época da ditadura militar são de interesse público e podem ser revelados em livro. Isso porque, na democracia, o direito à liberdade de informação, à honra e à imagem não são absolutos e devem ser harmonizados. Com esse entendimento, a juíza Cláudia Maria Hardt, da 18ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, não aceitou o argumento do ex-policial do DOPS, da região Sul, João Augusto da Rosa, de que a publicação do livro Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios fere o seu direito à honra e à imagem. O livro conta a história do sequestro dos uruguaios Lílian Celiberti, seus dois filhos menores e Universindo Díaz, ocorrido em Porto Alegre, em novembro de 1978. O livro é de autoria do jornalista Luiz Cláudio Cunha, um dos protagonistas da história. Foi ele, em companhia do fotógrafo J. B. Scalco, já morto, que descobriu que o casal de exilados políticos uruguaios e seus dois filhos foram sequestrados em Porto Alegre pela polícia gaúcha. Mais tarde o casal foi entregue às autoridades policiais da ditadura uruguaia e permaneceu preso por cinco anos em Montevidéu.

Leia a versão da sentença com os comentários de Luiz Cláudio Cunha (réu).

Luiz Cláudio Cunha e J.B. Scalco, na época da reportagem
 
Enviado por Jair Krischke (Movimento de Justiça e Direitos Humanos)

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